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Laís/Female/16-20. Lives in Brazil/São Paulo/Sao Paulo/Jabaquara, speaks Portuguese and English. Spends 60% of daytime online. Uses a Faster (1M+) connection. And likes Filmes/Música.
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"Looks like the devil's here to stay"

Deixa eu te contar que eu adoro Placebo e que o único disco bom desses tempos é o Battle For The Sun. Mas deixemos Brian Molko pra outro plano. Então as aulas voltaram essa semana e eu continuo desempregada. Nothing new or exciting. Mas essa foi uma semana totalmente jinx pra mim. Começou assim:
Segunda-feira. Dia tranqüilo, sem programação definida a não ser ir para a aula à noite. Ai F. me ligou convidando que eu fosse à casa dela. Me troquei e descia as escadas quando meu pé virou e eu rolei a escada de casa. Bem morte planejada por Nazaré Tedesco. Depois de gelo e ps, fui então para a faculdade.
Terça-feira. Com o pé um pouco melhor, passei o dia em casa e fui para a aula à noite. Tudo normal. Ai na hora do intervalo uma das meninas tinha levado um doce para fazer uma festinha para outra.Todos comemos o doce e tudo o mais. Mas só a Laís passou a madrugada com dor.
Quarta-feira. Como previsto, dor lascinante no estômago, no estágio em que já se pede pelo tiro de misericórdia. A madrugada inteira sem dormir resultou em ps again! E lá passei eu gratas 5 horas da minha vida para uma enfermeira desgostosa ficar me cutucando com uma agulha na mão porque não conseguia achar minhas veias - que eu mesma já teria furado se estivesse com a porra da agulhas em mãos - e não conseguir tomar a merda da ranitidina intravenosa por isso. Acabo tomando comprimidos de ranitidina que resultam em mais uma madrugada de dor. Mas dessa vez, três dores - a do estômago que não passou, uma dor no peito, efeito colateral da dose de ranitidina e dor nos rins, também efeito colateral da ranitidina.
Quinta-feira. Depois de passar a noite inteira implorando para morrer e que toda essa tortura acabasse, achando que ia enfartar no tapete do banheiro, lugar onde desmaiei de dor - não questione qual -, passo o dia inteiro deitada em posição fetal. É o segundo dia sem comer absolutamente nada. Meu irmão acordou adoecido também. Então ficamos os dois inválidos em casa, eu com dores, ele com tosse. No correr do dias as minhas dores foram passando. Primeiro a dos rins, depois a do peito. A do estômago começou a levantar acampamento no começo da madrugada.
Sexta-feira. Finalmente uma noite tranqüila de sono. Entretanto a fome não retornou. Retomei a vida normal. Limpar a casa, mandar currículo, essas coisas todas. Até resolvi ir para a faculdade. Amigas minhas me ligaram e exigiram que eu fosse na festa dos bixos. Fui para a aula, prometi ir à festa vê-las, porque interação social com o estômago estragado, no fucking way. Aí ligo para F. e pergunto se ela quer ir a tal da festa e ela topa. Chegou mau humorada, mas tudo bem. Fomos para a festa. Começo a me divertir com as minhas amigas e ela resolve beber. Tomou duas caipirinhas, ficou bêbada e, depois que saímos da festa, fez ceninha no metrô. Resultado: peguei todas as últimas conduções para casa, cheguei quase duas da manhã e a dor voltou.
Hoje, finalmente, a dor me deixa comer. Ainda dói o estômago e tudo o mais, mas já saí do jejum. E espero não ter outra semana de tanta falta de sorte quanto esta.


Publicado por Laís em 9:31 PM

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"There are 24 parts in a day that divides me from you"

Eu ensaiei um post duas vezes ontem. Começava falando da mesmice da minha vida de desempregada falida, passava para a pseudo-relação e terinava falando de música. Longo e desconexo, such as me. Então vamos falar. Eu continuo desempregada e, agora, viciada em jogos retardados do facebook, tipo Sorority Life e Mafia Wars. Tenho feito milhares de entrevistas, mas nenhuma resposta me é dada. Às vezes fico desanimada, outras tantas, esperançosa. Mas o que pega do desemprego é a falta de dinheiro. Sofro demais sem grana. Mas fatos curiosíssimos nas últimas entrevistas. Entrevistadora saudando com beijinho no rosto e dizendo que meu cabelo está comprido sem nunca ter me visto antes na vida, e entrevistadora que joga meu nome no google, descobre no meu facebook que eu sou homo, me questiona se eu namoro e pergunta se eu tenho medo de compromisso. O mundo dos recursos humanos está cada vez mais bizarro. Juro que tenho ficado assustada.
A pseudo-relação... poderia citar Nirvana "oh well, whatever, nevermind". Vivo ainda a fase de tanto faz. Tenho praticado o desapego. Mas ela é complicada. Se eu ligo, sou grudenta, se não ligo, não me importo. Discutimos mais do que deveríamos e é por isso que eu tenho vivido esse tanto faz. Não me esforço o suficiente para que vire, de fato, uma relação porque ela não se esforça nem um pouco. Entendo já que só gostar não é suficiente para fazer uma relação dar certo, mas ainda não amadureci o suficiente para jogar tudo pro alto e ficar sozinha.
Já música. Ontem eu comecei duas vezes a mesma defesa que dizia que Franz Ferdinand é uma banda contínua; nos três discos você percebe evolução sem que o estilo e a qualidade da banda sejam afetados. Placebo e Strokes são bandas redondas. Você pode ouvir aleatoriamente músicas de todos os álbuns sem notar alta ou baixa. Não evolui, mas não estraga. Fratellis, Milburn e We Are Scientists não soubera prosseguir de cds muito bons. Acabaram tentando evoluir e destruiram a alma de suas bandas. Já Killers e Arctic Monkeys iam muito bem. Evoluiam bem e com qualidade, bem como Franz Ferdinand. Aí veio o Killers com o Day & Age. A princípio, fraquíssimo. Do tipo que te faz perguntar cade aquela explosão do refrão tipo "I said 'he doesn't look a thing like Jesus but he talks like a gentleman, like you imagine when you were young' ", ou " 'Why do you waist your time' is the answer to the question on you mind". Isso passa em algumas músicas do Day & Age, mas não o suficiente para te possuir e fazer gritar a plenos pulmões. Não é grandes coisas.
Já Arctic Monkeys tinha aquela coisa do descompromisso juvenil "have you been drinking son, you don't look old enough to me". O Favorite Worst Nightmare deu uma evoluida bacana no som dos caras. Não era mais guitarra dos Ramones e gritarias adolescentes. Tanto que o Standing Next to Me do Last Shadow Puppets segue a mesma vertente do Favorite Worst Nightmare. Tem um rítmo bom e cativante e excelentes letras. Mas ai veio o Humbug. PUTAQUEOPARIU. O Humbug pede para ser ouvido pelo menos umas 10 vezes antes de criar costume. Três músicas soam a Arctic Monkeys e duas fazem uma tentativa de soar também. Muito experimentado esse disco. Tem letras boas, mas melodias meia-boca. Tem música que, juro por Deus, pensei que o Alex Turner tivesse tentando imitar Sonic Youth. Ecara, no meu mundo, Experimental, Jet set, Trash and no Star, só Sonic Youth pode fazer.
E claro, isso não paga as contas e nem tira o sono de ninguém, mas qualquer um que tenha visto apenas de passagem o meu Last.Fm, sabe que Killers e Arctic Monkeys estão entre minhas bandas preferidas. É aquela coisa - esperava muito mais mesmo. Mas acho que minha atual condição psicológica e tudo o que se passa na minha vida (ou deixa de passar) são mais responsáveis que as bandas em sipela minha percepção. Mesmo porque, mudando de contexto psicológico, eu consegui gostar de várias músicas do cd mais recentedo Fratellis e do Milburn. We Are Scientists realmente foi uma cagada no pau bem feia. Queria mesmo que as bandas novas aprendessem com os grandes que evoluir não é fazer merda num som que era bom pra caralho.


Publicado por Laís em 2:14 AM

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