Um blog que só passava
por blogocídio quando algo
dava errado na edição

Laís/Female/16-20. Lives in Brazil/São Paulo/Sao Paulo/Jabaquara, speaks Portuguese and English. Spends 60% of daytime online. Uses a Faster (1M+) connection. And likes Filmes/Música.
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Brazil, São Paulo, Sao Paulo, Jabaquara, Portuguese, English, Laís, Female, 16-20, Filmes, Música.







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Entre tantas outras coisas...

Então é assim, eu tô virando um picolé. F. sempre fala que eu sou friorenta demais, coisa que eu não deveria ser porque eu sou gorda. Nem um pouco sutil ou delicado, diga-se de passagem, mas eu relevo. A questão é que meu corpo tem sérios problemas de temperatura. Qualquer solzinho que apareça me faz derreter, qualquer ventinho que bata, me faz congelar. E meia estação é genial. Eu fico tendo calafrios, como se um bando de dementadores* ficasse aparecendo e sumindo pra me irritar.
E tem também a chuva. Certa vez, neste finado blog, eu escrevi sobre como eu gostava tanto da chuva quando era criança e como a chuva hoje tem sido inconveniente. A questão é que meu irmão e eu discordamos em tudo na vida, menos na disposição da mobilia do nosso quarto. E anteontem eu fui acordada com a minha mãe arrastando todos os móveis por causa da goteira, que fica exatamente no espaço entre a minha cama, a do meu irmão e a estante da tevê. Tudo porque minha tia estava vindo do interior pra cá mais uma vez e não havia espaço para os colchões que não inflingissem em ficar embaixo da goteira. A solução dela foi colocar a cama do meu irmão quase dentro do guarda-roupas e o sofá na porta, dificultando entrada, saída e horas preguiçosas de tevê no quarto, ao invés da solução mais prática de colocar os colchões na sala.
Hoje então, minha mãe tirou o dia para me ofender e me humilhar. Acho que esse é o passatempo preferido dela e do meu irmão que, na ilusão da família perfeita que só existe na cabeça deles, dizem que eu atrapalho o andamento das coisas nesta casa. Se eu passo o dia inteiro fora de casa, eu sou inconveniente por não fazer sala para as visitas. Se eu passo o dia inteiro em casa, eu sou um monte inútil de gordura ocupando espaço. E já não basta ter de ceder minha cama - coisa que eu detesto, diga-se de passagem -, eu tenho de engolir desaforo por querer entrar no meu quarto e ter acesso ao meu guarda-roupas.
Eu estou começando a surtar com a falta de dinheiro. E é por isso que eu me pego pensando "como assim eu aqui sofrendo porque não pude pagar nem a conta do meu celular e minha prima (que está tão desempregada quanto eu) gasta quase o valor de um carro numa festa de aniversário para o marido dela?". Hoje falei com F. sobre isso. Sobre como eu fico sem graça de sair com ela sem ter um real que seja; diz ela que é bobagem, que não liga de gastar comigo. Mas, claro, eu sou uma pessoa orgulhosa e fico, de fato, sem graça.
Tenho estado desanimada com a minha vida, em geral. A falta de grana, o cárcere caseiro, minha saúde... Tudo tem me incomodado. Me incomodam as trocentas milhões de entrevistas semanais, as várias fazes de processos seletivos, para chegar na última fase e perder vaga para alguém que estuda numa faculdade com nome mais conhecido no mercado. Me incomoda minha mãe, que só abre a boca para me chamar de monte inútil de banha e me lembrar do quanto ela se envergonha de mim. Tenho me incomodado com meu peso e com a minha visão, cada vez piores. Tenho me incomodado de não ser mais requisitada entre amigos, e tenho me incomodado com a proximidade da volta às aulas, e com todas as discussões que isso acarreta aqui em casa.
A questão é que eu gostaria muito que este ano fosse diferente do ano passado. Às vezes eu acho que é e, outras tantas, me desanimo com as atuais circunstâncias da minha vida. Sinto que preciso de um auxílio maior, de um auxílio espiritual, para elevar um pouco a minha fé, em qualquer coisa que seja, principalmente, a minha fé em mim.
Publicado por LAÍS ALVES SILVA em 1:54 AM

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Harry Potter

Então eu tinha 11 anos. Qinta-série. Acabado de mudar de colégio. E eu conheci a biblioteca da escola. E na biblioteca da nova escola tinha um tal dum livro Whatever-dos-sonhos, que eu li milhares de vezes. E eu ia na biblioteca e renovava o empréstimo do livro pra reler. E quando a bibliotecária de cabelos acaju tipo Silvio Santos percebeu minha relação doentia com o tal do livro, me proibiu de pegar. Esperta que sempre fui, decidi pedir para que meus amigos pegassem o livro pra mim. O problema é que eles quiseram ler. E um dia, a bibliotecária sumiu com aquele livrinho de capa laranja que eu não lembro o título.
Aí, um dia, mamis tinha ido me buscar no colégio com aquele velho fusquinha dourado, e ouvindo a Nova FM. E comentava-se na rádio sobre o segundo livro da saga do bruxinho. Mamis olhou pra mim e perguntou "você quer ler esse livro?". Dei de ombros. Mamis tomou minha atitude "whatever" como sim e comprou Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta. Eu levei quase um semestre para finalizar o primeiro. Mas me apaixonei da metade para o fim do livro. Cheguei no segundo, com o braço engessado um dia depois do meu aniversário de 12 anos, com a mesma idade que o Harry, faminta pelo final.
E cada livro da saga que vinha eu ficava mais fanática e achava que aquele era meu livro preferido e tudo o mais. Ai surgiram os filmes cheios de defeitos e tal. E eu, como toda fanática, falava mal dos filmes e tudo o mais. Acontece que Harry Potter cresceu comigo. Foi a melhor parte do final da minha infância, então eu tenho um ciúme doentio do Harry Potter. Fui muito mais fanática, admito. Mas é aquela lembrança boa que a gente deve sempre ter.
Então o filme. Começo dizendo que eu chorei horrores. Sabe quando você está totalmente envolvido com a história e conhece tudo o que vai acontecer e, ainda assim, consegue se emocionar? Pois é, foi isso que aconteceu. Chorei litros de lágrimas e até me segurei pra não soluçar. Mas eu esperava mais do filme, certamente. Esperava que fosse mais fiel à história ao invés de modificá-la e que explicasse melhor para os leigos que não leram o livro. Esperava mais da atuação também. E esperava das cenas finais mais emoções. Lógico que o meu coração fraco não aguentaria, mas eu esperava mais drama.
É isso. Pra não encher de spoiler.
P.S.: Eu fui com a minha spoilt. E mostrei pra F., pouco antes da cena que o Snape mata o Dumbledore. Ela odiou.
Publicado por LAÍS ALVES SILVA em 12:47 AM

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Explicando

Se eu soubesse calar minha boca, nada disso teria acontecido. Mas lá estava eu, com F., no ponto de ônibus. Falávamos de pessoas e falamos de blogs. Caí na bobagem de dizer que tinha um blog e falei para que ela procurasse no google. Depois me dei conta. Havia muita coisa que eu não queria que ela visse no blog. Resultado: blogocídio pelo celular. Não sei se ela chegou a achar alguma coisa, espero que não. Pra evitar desentendimentos e tal.
Começando de novo, então. Lógico que há toda uma recuperação de arquivos e tal. Mas nada disso importa, só eu lia meus arquivos mesmo.
Publicado por LAÍS ALVES SILVA em 11:26 PM

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Recomeçando.
Publicado por LAÍS ALVES SILVA em 10:37 PM

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