Um blog que enche
a cara numa sexta-feira à
tarde e não tem nem vergonha
de dizer.


Laís/Female/16-20. Lives in Brazil/São Paulo/Sao Paulo/Jabaquara, speaks Portuguese and English. Spends 60% of daytime online. Uses a Faster (1M+) connection. And likes Filmes/Música.
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Brazil, São Paulo, Sao Paulo, Jabaquara, Portuguese, English, Laís, Female, 16-20, Filmes, Música.







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Depois que bebe fica assim...

Segunda-feira, Julho 21, 2008

Cada um no seu quadrado

Não sei bem o que devo sentir. Em relação a eu, tu, ele. Em relação à língua e ao verbo. Em relação a sentidos, sentimentos e sensações. Em relação ao mundo. Em relação à faculdade. Em relação à trabalho.
Eu falo, falo e falo que me vejo amadurecer, mas na verdade, não vejo porra nenhuma. Eu continuo sendo uma menina. Eu continuo sendo boba. Eu continuo sendo imatura. Eu continuo buscando maneiras de burlar regras. Não cresço. Volto a me perguntar da felicidade de infância. Será que eu realmente era feliz ou, como todo mundo, invento uma felicidade nostálgica, por que preciso acreditar que já fui feliz um dia. Não sei ao certo se estou questionando ou afirmando. Mas é isso.
Sei que em um curto período de tempo eu vou reler isso e pensar "a quem será que eu estava tentando enganar?". Então praquela Laís de daqui algum tempo, saiba que você só tenta enganar a si mesma, nesse joguinho de sou, não sou, gosto, não gosto, quero, não quero, amo, não amo, vou, não vou.
Às vezes eu queria saber as palavras certas para todos os problemas do mundo. Mentira. Eu queria mesmo era esbanjar o que quer que fosse. Talvez eu seria feliz assim.

Por Laís, 12:43 PM

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Sábado, Julho 12, 2008

If everybody knows how it's gonna end, why doesn't someone stop me?

"Lady, where has your love gone? I was looking, but can't find it anywhere. They always offer when there's loads of love around, but when you're short of some, it's nowhere to be found [...] Lady, where has your love gone? It was the anti-septic to the sore..."
.
Não falta de amor. Nem romantismo. Não é nada afeto-sexual. Aliás, essa parte está até bem preenchida pelo momento. Mas falta alguma coisa em mim, entende? Não, né? Lá venho eu com a minha falta de sentido de novo. Eu fico me perguntando se haverá um período da minha vida em que eu serei feliz de fato. Não feliz que nem eu era quando criança, mas algo perto disso. Há tempos eu penso que quanto mais velha eu fico, menos feliz eu fico. Não é um resultado que me agrada.
Eu sei que tenho sentido falta de sentido na vida. E estou me vendo cada vez mais cheia de problemas e caraminholas, sem nenhuma solução. Sei que são tantos problemas e ninguém que possa me ajudar a resolvê-los, que começo a entrar em pane. Não sei dizer se isso vem a ser um pedido de ajuda. Acho que é só um desabafo. Daqueles que quando a gente conta, começa a chorar que nem criança. Mas acaba cicatrizando alguma coisa que estava machucada.
Tem tanta coisa que eu queria poder falar. Pro mundo. Pra mim. Eu acho que se eu não fosse tão medrosa, estaria afundada em entorpecentes by now. Mas eu respiro fundo, ligo o iPod, pego alguma coisa pra ler, faço uma cara bem blasé, finjo que está tudo bem e me esqueço por milésimos de segundo. Entorpecentes alternativos.
A verdade é que quando eu era pirralha, e estourava o joelho na rua correndo ou pulando corda, e o merthiolate ardia, e eu era feliz. E hoje eu tenho os joelhos estourados porque escorreguei numa casca de melancia. Só que o merthiolate não arde mais. E nem sempre eu estou feliz.

Por Laís, 6:46 PM

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Sexta-feira, Julho 11, 2008

"[...]Mas nessa época eles dançavam pelas ruas, como piões frenéticos e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito minha vida toda, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas que queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício, explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos "aaaaaaah!"."

Porque hoje Jack fala por mim.

Por Laís, 2:33 AM

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Terça-feira, Julho 01, 2008

Sobre aleatoriedades, academia e citações musicais duviduosas

Às vezes eu me pergunto como pessoas tão medíocres se dão tão bem na vida, enquanto um monte de gente de fato boa só se fode. Se você for dizer "vai ver essas pessoas não são tão medíocres quanto parecem", como disse a minha pseudo-namorada, então está tudo terminado entre nós. Tudo bem que eu não sou parâmetro para relacionamentos sociais variados, porque eu sempre me destaco de um grupo e sou colocada numa posição acima. Não, não é falta de modéstia, é verdade. O único lugar em que isso não aconteceu foi na faculdade. Na verdade, aconteceu. Somos diferentes do resto medíocre de alunos que a faculdade possui. Mas somos denota que eu não sou a única, right?!
Mas eu me peguei pensando nisso essa semana de exames. Eu fiquei de exames garantidos em duas matérias e incertos em uma. De toda forma, fiz três exames. Mas o que me emputecia era gentinha sem nenhum senso de noção e/ou algum conhecimento passando direto e eu bombando em matérias por meio ponto. Ai volto a reclamar da média 8 da faculdade.
Mas verdade seja dita. 8 é a porra da média. Em outras faculdades, 7,5 me daria um reinado de soberania. Em algumas, uma nota raspada. Mas ainda assim, eu seria aprovada nas matérias sem passar por exames com uma porra de um 7,5. Mas na minha faculdade não, 7,5 me torna medíocre. 8 me torna mediana. Ai vem a porra do exame, e o necessário é tirar 6. É assim. Pega sua nota medíocre de 7,5 e com o exame tem de somar 12 pra dividir e dar 6.
Eu sei que final de semestre eu fico bitolada. E matemática. E mendiga. É o negócio de vender a alma por meio ponto. E que faço cálculos impossíveis para não últrapassar minha meta de dois exames por semestre. E fico chata e ranzinza, e começo a pensar que eu não sou tão foda quanto eu acho que sou. Ai lembro que não, eu sou foda, é que as pessoas medíocres se dão melhor na vida exatamente por terem menos preocupações.
Ai tem a pseudo-namorada, que quanto mais eu acho que gosto dela, mais fico na dúvida se realmente gosto e se vale a pena gostar dela, coisa e tal. Decidi viver um dia de cada vez, com ela. Não sei como agir, coisa e tal.
Mesmo porque ela é uma mistura da "frieza" dos taurinos passionais com hippies headbengers, o que resulta numa pessoa que não transmite aquela segurança que eu preciso ter num relacionamento. E há também a confusão de segurança com prisão e tudo o mais. Enfim, pano pra manga. Mas me desconserta. Me atinge da melhor maneira, como cânhamo ou cachaça certeira. Essas coisas e tal.

Por Laís, 9:05 PM

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