Um blog que perde a noção
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Laís/Female/16-20. Lives in Brazil/São Paulo/Sao Paulo/Jabaquara, speaks Portuguese and English. Spends 60% of daytime online. Uses a Faster (1M+) connection. And likes Filmes/Música.
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Auzheimer ou erro de gramática...

Sexta-feira, Junho 26, 2009

"So far I still know who you are. But now and then I wonder who I was"

Eu ia falar de Smashing Pumpkins, a relação com a ex e as musiquinhas que contam uma historinha de qualquer dia específico do que uma vez foi um relacionamento. E digo mais. Ia falar de Today no comercial da Visa, e do efeito de marketing maluco que só eu fui capaz de ver quando, logo em seguida, passa o comercial da Garnier que toca Golden Skans do Klaxons. E mais. De como Today é o tipo de música carpe diem. E que toda vez que eu ouço, fico com aquele sorrisinho idiota na cara, pensando "Can't live for tomorrow, tomorrow is much too long".
Ia falar de como eu comecei a assistir Cold Case por conta de um epsódio que tinha como trilha Landslide, e de como eu prefiro a versão K's Choice dessa música. De como alguns trechos dessa música consegue me deixar incrivelmente deprimida "But time makes you bolder, and even children get older. And I'm getting older too". Me lembra muito que eu, invariavelmente, tenho de crescer e aprender a lidar com muita coisa que eu tento evitar na vida e não consigo.
Ia gritar "We must never be apart". E como isso me lembra amigos do período diurno da faculdade. De risadas, planos, conversinhas furadas, confidências, estudos. De tudo aquilo que era lindo. E, claro, guiado por Ava Adore.
Podia contar uma historinha linda com Disarm. De como, numa noite fria do inverno passado, deitada num colchão com a ex, ela dizia de uma música que ela gostava muito, mas lembrava-se apenas do "The killer in me is the killer in you". E de como isso acompanhou minha fossa regada a Aimee Mann.
Ia dizer que 1979 é o tipo de música inconseqüente. Posso colocar Riot Van, do Arctic Monkeys, versão demo, em mesma categoria. Um bando de adolescentes fazendo traquinagens. "And we don't even care, as restless as we are". Adoro esse tipo lembrança de música.
E claro que eu também ia falar que Tonight tonight é o clip mais lindo do universo. E que versos como "We'll crucify the insincere tonight, tonight" e "The more you change the less you feel", são capazes de me destruir. Ia contar que Stand Inside Your Love é a música da não-relação. De como eu ficava sentada no ponto de ônibus em frente a casa da ex ouvindo essa música e chorando "I'll wrap my wire around your heart and your mind you're mine forever now". De como eu contei isso para ela, e como ela achou lindo por conta da música e tal.
Mas Smashing Pumpkins tem, para mim, como música mais tocante, Perfect. Desde minha pré-adolescência, eu ouvia essa música, e desejava ter um dia aquele amor que era tão lindo que superava até o fim. Mas como eu poderia ser a principal roteirista da televisa em quesito de drama amoroso, eu nunca tive esse amor. Tenho algo próximo. Um amor que foi turbulento. Mas o carinho é tanto que somos hoje, as grandes amigas que éramos antes de todo o envolvimento.
Eu ia falar disso tudo e dizer dos meus dias de "férias". De como tenho feito entrevistas de estágio e como meu coração se enche com uma pontinha de esperança. Ia falar da mancada que a ex deu na segunda-feira e de como ela se ressentiu depois e pediu desculpas. Ia falar que todo mundo disse já que nós estamos sim namorando novamente, e só eu que não concordo e não vejo vantagem em namoro de 5ª série. Mas a verdade é que eu estou tão cansada, que tudo isso fica para depois.


Publicado por LAÍS ALVES SILVA em 12:38 AM


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Sábado, Junho 13, 2009

"And it's a lot to ask and not to sting to give her less than everything"

Cinco pessoas diferentes me perguntaram se eu voltei com a ex essa semana. Não não, ela continua sendo ex. Acontece que quando a gente namorava, era uma guerra a gente conseguir se ver. Tinha de marcar horário certo, nos finais de semana que ela não trabalhasse e tudo o mais. Agora a gente se vê quase todos os dias. A questão é que ela está namorando um rapazote da idade do meu irmão. Mas é pra mim que ela liga todos os dias, para saber como estou, se estou. É a mim que ela chama pra toda sorte de programa protegido pela Funai, sou eu que ela arrasta para qualquer canto, é comigo que ela discuteos problemas do dia-a-dia, sou eu que limpo o microondas da casa dela. Somos como um casal casado há muitos anos. Toda a vida dividida, sem o sexo.
Acontece que na terça-feira ela foi comigo até a faculdade, porque depois íamos para uma palestra que ela não sabia exatamente onde ficava e que acabamos não indo. E na quarta-feira nós fomos ao cinema. Na quinta-feira fomos a uma palesta (chata), a qual eu cheguei duas horas atrasada, porque acordei com já uma hora de atraso. Motivo suficiente para ela quase me fazer morrer atropelada em plena Av. Paulista. E eu achei que Dia dos Namorados eu voltaria para casa com chocolates e dormiria cedo. Nãããããããoooo! Ela me liga dizendo que o um amigo dela ia para o Noitão com o ex-namorado dele, e que eu deveria ir com ela para ela não ficar sozinha com o casal. E eu lá, no trabalho, já me considerando a solteira mais corna do universo por trabalhar em ponte de feriado, teria de agüentar Noitão outra vez com ela dormindo em mim, pleno Dia dos Namorados.
Ai eu saí do trabalho e fui pra casa dela, porque iríamos de lá para o Noitão. Como eu saí do trabalho e fui beber algumas cervejas com colegas, cheguei na casa dela meio alta. Ai haviauma louça na pia, e eu me prontifiquei a lavar enquanto ela dormia. Minha sogra* então assistia A Bela Adormecida, no Disney Channel, e eu resolvi então fazer aquela faxina na cozinha. Mas eu acabei antes dela acordar. E fiquei assistindo o desenho com ela. Até que a ex acordou e propôs que a gente ficasse dormindo, porque ela estava cansada, mas queria passar a noite comigo. Eu disse que se fosse para dormir, eu dormiria na minha casa, na minha cama, não no colchão ao lado da cama dela.
Então minha mãe acha que nós voltamos. A mãe dela acha que voltamos. Todas as pessoas que nos conhecem, acham que voltamos. E só eu sei o cargo de marido que me compete. De ficar fazendo as vontades dela, pra ela dormir comum rapazote da idade do meu irmão, apesar de ela ter dito que terminou com ele. Acho que eu mereço essa vida. Devo merecer, sem dúvida.
Mudando de pato pra ganso, não sei se vou para a Parada Gay, apesar da grande torcida para que eu vá. Há quem até tenha me pedido "porfavorzinho". Mas sabe como é, há anos que não vou. Cada ano enche mais de gente, fica mais muvuca e menos aproveitável. Não pretendo pegar ninguém, não tenho paciência pra essas coisas. Não quero ver bicha bombada de sunga, nem travesti de fio dental ou tapa-sexo. Não é o tipo de programa de domingo que me apetece. Mas até minha mãe falou para eu ir. Sei lá, depende do humor que eu acordar amanhã que eu vou.

*Sogra já é um adjetivo considerado ruim. E ex é um adjetivo considerado ruim. Então ex-sogra é o pior adjetivo ever. Nada pode ser pior que ex-sogra. Então sogra é uma coisa que nunca pode virar ex para não ficar pior. Mas a minha sogra é uma boa pessoa.


Publicado por LAÍS ALVES SILVA em 11:17 PM


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Domingo, Junho 07, 2009

"Now Cinderela, don't you go to sleep, it's such a bitter form of refuge"

Eu queria escrever um post diferente do habitual desânimo e a não-relação com a ex. Então eu vou te contar. Eu hibernei essa noite. Levantei às 4 e meia da tarde, porque minha mãe começou a xingar. E levantei bastante cansada, pronta para voltar a dormir. Acordei com uma tremenda dor de cabeça, que perdura até então.
Um assunto que eu não pretendo discutir no blog me deixou bastante abalada ontem. Mas eu tive uma reação adversa - ao invés de me abalar completamente e ficar mal, eu fiquei eufórica. Então lá estava eu, mergulhada num poço de euforia, quando a ex me ligou reclamando que tinha cruzado a cidade para ir até Guarulhos, onde ela tinha mandado fazer um par de óculos, e o óculos estava com lentes erradas. E que, por isso, ela tinha deixado de ir ao dentista e à aula de dança do ventre. Aí eu pensei "uhu, que problemas". Falei pra ela me encontrar na Paulista pra tomar um café e parar de reclamar. Chegando lá, ela entrou numa reclamação sem fim da injustiça do mundo. E isso me irritou tanto que eu acabei jogando a minha bomba nela. Tipo "presta atenção no que realmente é um problema".
Ai ela ficou chocada. E ficou falando do quanto eu sou discreta para observar mulheres, mas não sou discreta para falar putaria. E depois ela quis discutir minha relação com uma outra ex. E ficou lá falando e tudo o mais, até tocar novamente na minha bomba. Aí eu caí compulsivamente no choro. Chorei de soluçar, como se me tivessem arrancado um membro. Ela então me abraçou e não tentou - mesmo porque sabia que seria em vão - me acalmar. Então eu fiquei lá chorando por mais de meia-hora. E as pessoas na rua observando a cena patética do meu choro compulsivo.
Então eu peguei um taxi de volta pra casa, e dormi durante 14 horas. Quando acordei, ela havia ligado no meu telefone mais de 20 vezes. E assim - eu não quero ninguém me tratando como se eu estivesse à beira da morte. Não preciso que ninguém tenha pena de mim. Eu preciso de forças para levantar e continuar levando a mesma vidinha besta de cada dia. Disse isso pra ela. E ela falou "são seus hormônios, não é você,você não é assim, grossa". É, são meus hormônios, aqueles imprestáveis.

Mas a semana não foi de todo ruim. Perdi alguns quilos com o excesso de preocupação e uma dieta a base de trufas de côco. Durante uma semana e meia eu passei comendo apenas uma trufa de chocolate no almoço, e isso me fez perder dois quilos. Claro que o fato de a única refeição feita nesse período foi o café da manhã, contribuiu bastante. E eu pergunto: quem é que recebe num dia e no outro não tem mais um puto, além de mim?



Publicado por LAÍS ALVES SILVA em 2:59 AM


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Domingo, Maio 31, 2009

Desde o começo

Eu nasci em dezembro de 1988. Mas era esperada para o final de janeiro, começo de fevereiro de 1989. Até os 7 anos eu morava com a minha tia e queria ser dentista, porque minha prima fazia curso técnico de próteses, e eu queria fazer tudo o que ela fizesse. Ela era meu ídolo. Minha tia, meu tio, meus 5 primos e eu morávamos numa casa apertada para tanta gente e um cachorro, mas que era a casa mais linda que eu já morei na vida. Tinha um jardim lindo na entrada e uma mangueira nos fundos, onde meus primos fizeram um balanço pra mim. Quando mudamos de lá, o dono destruiu o jardim da entrada e transformou numa garagem.
Eu brincava na rua. Queimada, esconde-esconde, pega-pega, vôlei, futebol, rouba-bandeira, pula corda... Eu vivia ralada. E minha mãe falava que se eu chegasse ralada em casa ia apanhar. E apanhava porque tinha me machucado, e tinha o Merthiolate que ardia. Mas depois que ardia, passava. E lá ia eu, correndo feliz para a rua de novo. Eu tinha uma professora na primeira série que batia na minha mão toda vez que passava por mim,para que eu deixasse de ser canhota e escrevesse com a mão direita. Ah sim, eu sou canhota. Com 12 anos eu quebrei o braço esquerdo. Não chegou a ser fratura exposta, mas foi tão feio que eu tive de passar por duas cirurgias. De bicicleta.
Falando em quebrar, eu já quebrei o punho direito, mas foi bem de leve. Também com 12 anos. Aliás, um dia depois de fazer 12 anos. De patinete. Presente de aniversário da minha tia (a mesma com quem eu morava anos antes). Torci o tornozelo diversas vezes. Algumas enquanto brincava, outras, simplesmente andando. Porque meu pé é pequeno demais para o meu tamanho. E desloquei o ombro direito andando de skate. Tive uma infância bastante proveitosa.
Nunca fui dada a dever de casa. Nunca! Na escola, vivia com o caderno cheio de recados que eu falsificava a assinatura dos meus pais, que tinham sempre o mesmo tópico - sua filha não fez o dever de casa. Ainda hoje tenho sérios problemas para estudar em casa. Não acho que casa é um lugar de estudo, casa é lugar de descanso. Mas sempre fui muito autodidata. Não preciso de longas explicações para aprender. Boa parte de tudo o que sei (que nem é muito), aprendi sozinha. Quis, por um tempo indeterminado na minha vida, ser professora, mas não tenho paciência com pessoas de raciocínio lento.
Grandes fatos da minha vida aconteceram mais cedo do que deveriam. Porque eu era aquela criança boba que queria ser mais velha. Não que eu tenha perdido a infância, longe disso. Queria ser criança e adolescente ao mesmo tempo. Meu primeiro beijo foi no dia do meu aniversário de 10 anos. Minha primeira vez, 20 dias antes do meu aniversário de 15 anos. Muito mais cedo do que eu pretendia, fato. Não posso dizer que foi ruim. Ao contrário. Me fez experimentar meu corpo com menos neuras do que faria mais tarde. Comecei a namorar meninas aos 15. Contei para os meus pais aos 16. Vivi meu relacionamento mais sério e tenso dos 17 aos 19.
Comecei a dar aulas de inglês aos 16. Aos 18, entrei no mundo mágico do telemarketing. Tive dois tipos de emprego na vida - escola de inglês e central de atendimento. Tendo feito de tudo em ambos. Resolvi cursar comunicação quando tinha 12 anos. Durante um tempo ponderei entre jornalismo e publicidade. Optei pelo primeiro. Amo o curso que escolhi. Sei que não é a área mais fácil do mundo de se entrar e tudo o mais. Mas acho que não poderia ter feito escolha melhor.
Sempre gostei muito de muita coisa. Não, não é DDA. Me foco bem em tudo o que gosto. Mas gosto de muito. Sempre gostei muito de cinema, música e livros. Tive uma fase de teatro, na adolescência, hoje teatro não me engana. A maior parte das peças vistas na atualidade me soam chatas e forçadas.
E um dia eu conheci uma mulher por quem, tempos depois, eu me apaixonei. Ela quis saber tudo de mim, assim, desde o começo, o bom e o ruim. E eu contei tudo. E ela sabe isso tudo, e mais um monte de coisas sobre mim. Ela sabe que minha cor preferida é vermelho e que eu detesto azul. Sabe que minha maior frustração infantil foi não ter tido a cabeça de maquiar da Barbie. Sabe do barulho que eu fiz para ir no Holiday on Ice da Barbie e fui. Sabe que minha banda preferida é Legião Urbana e que minha música preferida é Sereníssima, mas usa Arctic Monkeys como meu toque personalizado. Ela me conhece tão bem que sabe me desarmar em qualquer situação.
Mas, se eu parar pra pensar, não sei dela nem metade. Sei que a cor preferida dela é azul. E que a banda preferida dela é Legião Urbana, e a música preferida dela é Sereníssima. E que toca Fake Plastic Trees quando ela me liga. E ela tem me ligado muito. Talvez, e eu quero pensar assim, seja só saudades. Talvez, seja a forma dela de me manter presa. Eu sei que já não sei mais o que sinto por ela. Mas quando eu estou com ela, a luz do meu dia muda. Meu humor muda. Minha vida muda.


Publicado por LAÍS ALVES SILVA em 6:48 PM


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Terça-feira, Maio 26, 2009

"O tempo, o trânsito
a cidade, o campo e o calor
a vida sem amor
E eu concordo: o amor onde está?"


Então, muita coisa aconteceu essa semana que passou. E eu te digo, nem tudo foram flores. Mas eu ainda penso que esse ano as coisas serão diferentes. Acontece que eu não gosto desse mês em especial. Nem maio nem setembro. São meses muito difíceis para mim. Me bate um desânimo emocional que reflete em tudo. A grande questão é que maio é aquele mês em que eu me apaixono. minhas últimas três relações começaram, efetivamente, em maio. Que foi quando eu me envolvi e me entreguei.
Acontece então que eu não gosto nem um pouco do meu trabalho. Fato. Mas eu sou uma boa profissional, e lá estava eu, trabalhando das seis da manhã até a hora que Deus quisesse. Quando, semana passada, depois de trabalhar por 14 horas, eu fui embora e minha chefe ameaçou me demitir por isso. Brincando, eu concordei com a demissão. E no dia seguinte, lá estava ela, a demissão, pronta para ser assinada. Então eu estou de aviso prévio. Não não, não vou me deixar abater. Ao contrário. Vou acender uma vela para meu anjo da guarda e pedir proteção. Vou tirar os alargadores, escurecer os cabelos, guardar os xadrezes e as listras, pelomenos por um tempo. Penso em voltar pra academia, nesse período entresafra de desemprego.
Ainda bem que maio passou logo e eu não me apaixonei - apesar das controvérsias. Tenho muito visto a ex. Temos nos dado tão bem quanto há um ano atrás, quando éramos um casal apaixonado. Não, não há um revival érotico-afetivo. Penso eu que hoje somos duas pessoas que se gostam muito, mas que não sabem conviver em harmonia como um casal. A gente tem vivido assim - meio bossa nova sem o rock 'n roll.
Tenho praticado mantras para me acalmar.Tenho respirado muito fundo com os olhos fechados. Penso às vezes em chorar. Fico procurando motivos.Consigo juntar motivos suficientes para uma lágrima ou duas. Não mais que isso. Não aquele choro compulsivo e soluçante, aquele que eu choro tanto até cair no sono, de tão mais leve. Então é isso - eu continuo tensa, e não me liberto - nem gozando, nem chorando. "E eu insisto no amor: onde está?"


Publicado por LAÍS ALVES SILVA em 12:52 AM


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